Urbanismo híbrido
O traçado orgânico e integração funcional incorporam os conceitos de cidade híbrida nesse Conjunto Habitacional de Interesse Social. O modelo de urbanização estabelece difusores de paisagem com áreas verdes e de lazer inseridas no meio habitacional, além de equipamentos públicos e comércio próximos
Conceito
Os preceitos adotados para o planejamento viário e loteamento desse empreendimento são fundamentalmente semelhantes ao modelo culturalista de urbanização, porém, não são totalmente baseados em ideologias do passado, visto que a contemporaneidade também desenvolve suas ideologias, as quais são conscientemente incorporadas nesse projeto.
A cidade tratada como organismo vivo deixa de ser um sistema mecanizado e rígido. Segundo os partidários do modelo culturalista, a cidade perdeu a antiga unidade orgânica sob a pressão desintegradora da industrialização. No período da Revolução Industrial a cidade tende a ser tratada como máquina, e é preconizadora do progresso desenfreado (ideais proclamados pelo modelo progressista) e bem-estar material. Esses acontecimentos são confrontados pelos ingleses John Ruskin e William Morris, defensores da cidade orgânica e opositores das realizações da civilização industrial. A cidade orgânica deve preservar reservas paisagísticas e priorizar valores culturais para a sociedade.
Um sistema híbrido de urbanismo
O conjunto não é composto de áreas funcionais segregadas. A integração dos usos é a melhor resposta para as demandas modernas, representando espaços que misturam diversas funções.
Conforto ambiental
A cidade projetada deve ser servida de condições de conforto, refrigeração do clima e preservação de áreas naturais interessantes (difusores de paisagem). Áreas intercaladas de climatização compostas de áreas verdes e circulação do ar são vitais para a salubridade urbana.
Corredores de refrigeração
Entre os lotes unifamiliares foram criados Espaços Livres de Uso Público (ELUP) que funcionam como corredores verdes de ventilação, refrigeração e espaços de lazer, tirando partido das interseções provocadas pelos retornos intermediários nas vias locais. Entre os lotes multifamiliiares também buscou-se a criação desses espaços que evitam extensas áreas de adensamento edificado, proporcionando interstícios de lazer e vegetação para os moradores.
