Manifesto tecnológico
Museu Interativo de Ciências (MIC) incorpora conceitos de sustentabilidade ambiental e alta tecnologia construtiva. Para tanto, entra em cena um desconstrutivismo high-tech. A tecnologia é aliada à desconstrução da forma na produção de impacto visual.
O projeto do MIC faz parte de um estudo de linguagem arquitetônica na formação acadêmica do arquiteto. Deixando por um tempo as influências inevitáveis do modernismo brasileiro, o arquiteto envereda na busca de uma linguagem de desconstrução ainda não utilizada no Brasil, aliando elementos da arquitetura high-tech, fortemente representada pela exposição maquinicista e utilização do aço e vidro como materiais protagonistas. O resultado é a criação de espaços surpreendentes e impactantes.
Projetado para um terreno no bairro Mangabeiras, em Belo Horizonte (MG), o Museu apresenta entre suas instalações principais um Pavilhão Temático com 2.000m² e previsão de ampliação, espaço para exposições externas, praça de alimentação e auditório com 300 lugares. A estrutura principal do edifício é de concreto armado, com alguns elementos em estrutura metálica, como acontece no hall principal de entrada, onde uma grelha de aço tubular sustenta grandes placas de vidro compondo um volume quebrado.
A entrada do MIC é um volume desconstruído, estruturado por uma grelha tubular de aço envolvida por grandes placas de vidro temperado e laminado azul. A cobertura suspensa, para acolhimento do público, é sustentada por cabos de aço.
PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO
A Praça de Alimentação do MIC foi pensada primordialmente no quesito do fluxo de pessoas e no aproveitamento da vista para o exterior. Como elemento organizador surge um banco curvo com mesas integradas e bancos mais elevados dispostos em um piso de madeira corrida.
Na ala oposta situa-se um jardim e espelho d’água, e na parte central mesas diferenciadas por setor sobre um piso paginado de granito. Os sanitários oferecem apoio aos usuários.
